Uma resposta Vicentina atual para a missão da Igreja

Eva Villar e Pe. Felipe Nieto, CM
Encontro Internacional de MISEVI
México, 31 de Julho a 03 de Agosto de 2003

01Ao falar sobre a missão evangelizadora da Igreja, às vezes sublinhamos tanto a dimensão da “evangelização” em si que acabamos esquecendo que essa é uma tarefa de toda a Igreja, Povo de Deus. Todos podemos ajudar no anúncio do Reino de Deus hoje. Na condição de Associação formada por leigos, MISEVI deve ter consciência do seu papel nessa grande tarefa que nos foi confiada por Jesus de Nazaré: “ir por todo o mundo e pregar o Evangelho”.

Para não perder tempo e agir de forma transparente, podemos contemplar uma visão completa dos assuntos mais importantes que se relacionam com a tarefa missionária da Igreja. Aqui não queremos tratar dos conteúdos essenciais da missão evangelizadora da Igreja, procuraremos analisar a contribuição que MISEVI deve dar à missão através do seu carisma, uma contribuição que se enquadra dentro do labor específico dos leigos que participam ativamente na missão primordial da Igreja, Povo de Deus.

Primeiro queremos narrar um pouco da história de MISEVI, mostrar suas raízes; nesse ponto, queremos analisar a contribuição do seu carisma à missão da Igreja nos dias atuais; destacaremos os elementos essenciais de MISEVI por meio dos documentos constitutivos da mesma e recordaremos o impulso mundial que a Associação experimentou com a primeira Assembléia Internacional. Por fim, daremos informações sobre a situação atual de MISEVI.

1 – História de MISEVI

Os primeiros passos da Associação foram dados pelos jovens da JMV da Espanha; eles identificaram-se pessoalmente com o carisma missionário, uma das notas características da JMV. Os mini-cursos, as jornadas missionárias, os envios temporários e as opções individuais pela missão durante um período mais longo criaram o ambiente ideal para que os leigos (já adultos), auxiliados pela Família Vicentina, analisassem a realidade deles na missão, o seu papel na Igreja e os apoios humano, moral, espiritual e econômico necessários para manter os leigos que fazem uma opção definitiva pela missão.

Tudo começou no ano de 1984. a JMV encontrava-se tão sensibilizada com as missões que chegou a formar um grupo de jovens espanhóis dispostos a assumirem compromissos missionários “ad gentes” durante o período de férias. Três anos depois, no ano de 1987, alguns desses jovens começaram a permanecer nas missões durante muito tempo, renovando o seu compromisso sempre ao completarem dois anos. Realizavam atividades pastorais, trabalhando sempre em união com os outros ramos da Família Vicentina. A partir de 1992, alguns deles expressaram o seu desejo de buscar uma fórmula que lhes permitisse seguir com mais estabilidade o seu compromisso missionário de leigos adultos, conservando o vínculo com a Família Vicentina.

A partir desse momento, foi-se fortalecendo a consciência de que a vivência missionária não pode ser reduzida a uma etapa da formação juvenil, mas sim que pode constituir uma forma segura de levar a efeito a vocação dos leigos. Tal novidade deve contar com fórmulas capazes de efetivá-la e garantir sua continuidade posterior. Realizaram-se inumeráveis consultas, diálogos e reuniões; pouco a pouco, fortaleceu-se a idéia de criar uma associação vicentina para estimular, facilitar, apoiar e coordenar a presença e o trabalho missionário dos leigos nas missões “ad gentes” confiadas à Família Vicentina com exclusividade ou na condição de colaboradora.

02A caminhada oficial de MISEVI teve o seu início num curso missionário no colégio “El Cisne” da cidade de Madrid, no dia 18 de Outubro de 1997. Foi lá que os jovens assumiram a responsabilidade de dinamizar a Associação no sentido de que a mesma facilitasse a coordenação dos leigos que se encontravam há mais de dois anos na missão e pudesse prestar-lhes uma ajuda humana, moral, espiritual e econômica. Foi também neste curso que se nomeou uma Comissão Gestora que começou a trabalhar de forma imediata.

A primeira providência que se tomou foi a elaboração dos Estatutos Nacionais e Internacionais, aprovados respectivamente nas seguintes datas: 05 de Julho de 1998 e 13 de Março de 1999. É preciso destacar a valiosa ajuda que o Pe. Robert Maloney, Superior Geral da Congregação da Missão e da Companhia das Filhas da Caridade, deu no processo de elaboração dos citados estatutos. O segundo passo importante foi a realização da Primeira Assembléia Geral da Associação. Tal acontecimento representou um momento decisivo na vida de MISEVI, pois serviu para esclarecer a identidade, traçar as linhas de ação para os anos posteriores, nomear uma Equipe Coordenadora, elaborar o Documento Final e colocar várias realidades em contato, com o objetivo de que as mesmas fossem os alicerces para a consolidação de MISEVI como uma associação internacional.

Desde a realização da Assembléia até hoje, A Equipe Coordenadora vem prestando auxílio nos primeiros passos de fundação de MISEVI em novos países, trabalho facilitado pelos encontros ibero-americanos da JMV realizados a cada três anos. Além disso, devemos acrescentar as comunicações estabelecidas com numerosos vicentinos interessados em MISEVI e a elaboração de importantes documentos – como o de Regimento Interno, Documento de Espiritualidade –, uma proposta de um Plano de Formação e o cumprimento dos principais compromissos assumidos pela Assembléia Geral.

2 – Opção pelos pobres na missão “ad gentes”

Considerando a atual fase vivida pela Igreja, atrevemo-nos a afirmar que a participação dos leigos na vida eclesial e na ação evangelizadora da Igreja, missionária por natureza, é um sinal dos tempos. Já que somos seguidores do Evangelho, reconhecemos a presença do Reino de Deus na magnífica opção dos leigos vicentinos pela missão.

MISEVI nasce como uma associação vinculada à Família Vicentina para estimular, facilitar, apoiar e coordenar a presença e o trabalho missionário dos leigos vicentinos na missão “ad gentes” confiadas à Família Vicentina com exclusividade ou na condição de colaboradora, colocando à disposição da missão evangelizadora da Igreja o seu carisma peculiar, ou seja, o fato de que seus associados são leigos, missionários e vicentinos. Assim, sabem que contam com um mesmo carisma. Existem três convicções inerentes ao carisma deixado por São Vicente e que se encontram em toda a Família Vicentina:

– A opção que Jesus Cristo fez pelos pobres (IX, 750; X, 594; 628; XI, 240; 725).

– Passar do amor afetivo ao amor efetivo, ou seja, da teoria à prática (XI, 273; 733).

– A certeza de que servimos melhor aos pobres quando nos fazemos pobres, seguindo o exemplo de Cristo (XI, 129; 385).
Em decorrência da força criadora do Espírito Santo, advêm dessas convicções características que se concretizam nas diversas congregações, confrarias e associações vicentinas, sempre sob uma mesma espiritualidade básica e incontestável: “um caminho que conduz a Deus, pelo qual todas elas só passam quando servem aos pobres” .

Em MISEVI, a opção pelos mais pobres faz-se real através da exigência de viver com eles e deixando-se evangelizar pelos mesmos. Segundo se explica no “Documento de Espiritualidade”, a evangelização vicentina dos leigos expressa-se por meio das obras que têm como objetivo promover a justiça, anunciar um Deus misericordioso e formar comunidade com os pobres, inspirados sempre no Magnificat e nas aparições marianas de 1830 que nos faz recordar o SIM incondicional de Maria à vontade de Deus, expressando-o através de um testemunho evangelizador e num sim comunitário que faz Igreja (At 1,14; 2,14).

Para viverem como vicentinos no meio dos pobres, os leigos enviados às missões “ad gentes” assumem o compromisso de fazer opções coerentes com seu carisma e com as necessidades da missão, opções que atualmente são feitas nas missões dos três países nos quais se encontram os missionários:

– Escolher lugares para a missão que estejam inseridos em bairros populares, numa casa similar a dos pobres;

– Colaborar com os projetos de promoção dos excluídos e de todos os tipos de pobreza, apoiando projetos educativos, participativos ou que promovam algum tipo de liberação.03

– Viver a caridade concreta e efetiva com simplicidade, de maneira gratuita e humilde.

– Administrar os seus próprios recursos econômicos com austeridade, conscientes de que esses bens pertencem aos pobres e submetendo todas as decisões a uma análise comunitária.
Também há uma disponibilidade absoluta para serem enviados a qualquer parte do mundo, ir onde os pobres mais necessitarem, ajudando na evangelização dos povos mais esquecidos, reconhecendo Cristo nos mais abandonados, nos que desconhecem o significado da encarnação ou da redenção. São Vicente era muito insistente neste ponto com os missionários e afirmava que ser missionário “significa enviado de Deus; o Senhor vos disse: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura’” (XI, 342).

3 – A ação missionária de MISEVI nos documentos regentes

Os elementos essenciais que garantem a ação missionária “ad gentes” da Associação podem ser encontrados nos seus documentos regentes e também na experiência do seu período de formação e nas pequenas “batalhas” do processo de expansão em que atualmente se encontra. Tais documentos são os Estatutos Internacionais, o Regimento Interno e o Documento de Espiritualidade. Os três constituem as bases da Associação, juntamente com o Plano de Formação que brevemente será apresentado e divulgado.

Os documentos citados dão a composição jurídica, espiritual e formativa que MISEVI precisa para assegurar três elementos fundamentais que nunca se devem perder de vista, esteja onde estiver instituída na condição de Associação: a identidade, a finalidade e a estrutura. A seguir, explicamos brevemente o que há de mais essencial nesses elementos:

a. Sobre a Identidade:

– É uma associação secular: Por meio do batismo, sentimo-nos eleitos por Deus e chamados à salvação. Cada um de nós tem a oportunidade de avaliar (Lc 1, 34-35) e aceitar este chamado de Deus que está dentro de nós (I Pe 1, 23), estabelecendo uma íntima comunhão com Cristo para enchermo-nos d’Ele e assumirmos o nosso compromisso com a construção do Reino.

– Para incentivar a questão missionária, um dos objetivos primordiais. Para tanto, favorece, apoia e coordena a presença e o trabalho missionário dos leigos nas missões “ad gentes”.

– Vinculada com a Família Vicentina, com o seu carisma e com a sua espiritualidade. Procura manter constantes comunicações locais e internacionais e tenta atrair colaboradores.

– Subsidiária: os membros de MISEVI seguem fazendo parte das associações vicentinas de origem, as mesmas que lhes enviaram à missão.

– Tem uma espiritualidade própria: Tendo Cristo como centro de suas vidas, fazem uma opção pela missão para servir aos mais pobres, inserindo-se na comunidade e contando com um projeto pessoal bem definido.

b. Sobre a Finalidade:

A principal finalidade de MISEVI é estimular, facilitar, apoiar e coordenar a presença e o trabalho missionário dos leigos nas missões e a reinserção dos missionários depois das missões, nos seus lugares de origem. Na segunda parte dos Estatutos Internacionais, indicam-se de forma exata algumas ações capazes de assegurar o objetivo final, ou seja, a presença e o trabalho dos leigos nas missões; recomendamos a leitura do citado documento, pois isso possibilita um aprofundamento sobre o assunto e recordamos que o Documento de Regimento Interno também analisa e assinala meios suficientes para alcançar o objetivo da Associação.

c. Sobre a Estrutura:

A estrutura atual de MISEVI está diretamente relacionada com os associados que a compõem e com o seu grau de vinculação, com a Equipe Coordenadora, responsável pela gestão, e com a Assembléia Geral, órgão máximo de participação e direção.

Os associados: MISEVI é uma Associação Vicentina “subsidiária”, ou seja, está à disposição de todos os leigos vicentinos que quiserem viver profundamente a sua vocação missionária com o carisma vicentino, sem deixar de fazer parte da associação vicentina de origem. Há quatro categorias de associados: de pleno direito, honorários, em formação e colaboradores.

A Equipe Coordenadora: É responsável pela gestão de MISEVI, principalmente no âmbito internacional. Age sempre de acordo com os Estatutos, Regimento Interno, Documento de Espiritualidade e com as determinações das Assembléias Gerais. Dedica-se, de forma especial, aos projetos pastorais e comunitários das comunidades missionárias. Compõe-se de um Presidente, três membros leigos, uma Filha da Caridade, um padre da Congregação da Missão e dois representantes das Associações seculares da Família Vicentina que contam com associados em MISEVI.

Assembléia Geral: É o órgão máximo de participação e direção de MISEVI. Reúne-se a cada quatro anos para revisar o caminhar da Associação, dar orientações sobre o plano de ação para os anos posteriores e revisar o balanço econômico e os orçamentos. É convocada pela Equipe Coordenadora e participam na mesma: o Superior Geral da Missão, os membros da Equipe Coordenadora, os missionários de pleno direito, um representante dos membros honorários, um dos membros colaboradores e outro dos associados em formação.

044 – Primeira Assembléia Geral: o grande acontecimento.

Aproximadamente setenta pessoas provenientes de dezoito países, membros dos principais ramos da Família Vicentina, reuniram-se em “Los Molinos” (Madrid, Espanha) de 02 a 06 de Janeiro de 2001 e realizaram a Primeira Assembléia Geral de MISEVI, cujo lema foi: “Testemunhas e solidários no Terceiro Milênio”. Os objetivos já tinham sido bem definidos previamente:

– Revisar o caminhar da Associação, o seu funcionamento e as maneiras de dar um apoio aos leigos missionários.

– Dar orientações sobre o plano de ação para os anos posteriores e planejar o funcionamento da Associação, tendo o Documento de Regime Interno como ponto de partida.

– Favorecer elementos capazes de consolidar a Associação no âmbito internacional.

– Eleger a Equipe Coordenadora para os quatro anos posteriores.

– Revisar os balanços econômicos e orçamentos.

A Assembléia foi preparada e organizada previamente com muito esmero pela Comissão Gestora e por um grande número de voluntários que fizeram o necessário para que os assembleistas alcançassem os seus objetivos. Também foram de grande ajuda as conferências dadas (Anastasio Gil, José Maria Lopes, Pe. Robert Maloney, Pe. José Inácio de Mendonça etc…) e que atualmente servem como material para a formação dos missionários. No entanto, o mais importante foram as conquistas que alcançamos e que a seguir detalhamos:

– Deu-se a conhecer MISEVI aos que participaram na Assembléia na condição de convidados; para alguns deles, foi o primeiro contato com MISEVI Internacional.

– Criou-se um ambiente de trabalho, diálogo e boa convivência, o que facilitou o desenrolar dos debates, elaboração e apresentação de alguns documentos, votações etc…

– Todos tiraram proveito da troca de experiências realizada pelas comunidades permanentes e com as informações sobre os primeiros passos da Associação em novos países.

– MISEVI recebeu um novo estímulo com a reflexão feita pelas conferências dadas, com a elaboração do primeiro esboço do Documento de Regimento Interno, com a aprovação do Documento de Espiritualidade, com a eleição da Presidenta Internacional e da Equipe Coordenadora e, principalmente, com as linhas de ação reunidas no documento final para os anos posteriores.

5 – Conquistas alcançadas desde a Primeira Assembléia Geral até hoje

O caminhar de MISEVI desde a Assembléia Geral vem dando os seus frutos, nem todos os que esperávamos, pois gostaríamos que MISEVI já tivesse sido fundada em outros países; a Equipe Coordenadora é consciente do muito que isso custa e sabe que o seu trabalho é fundamental para o futuro da Associação. Passamos a relatar o que já se conseguiu o que está por conseguir, dividindo em diferentes níveis. Começamos pelas últimas conquistas:

– COM RELAÇÃO À ESTRUTURA:

– Consolidação da Equipe Coordenadora Internacional, das funções de seus membros e da metodologia de trabalho: reuniões periódicas, divisão das responsabilidades e trabalho do grupo com o uso da Internet.

– Elaboração do Documento de Espiritualidade aprovado pela Assembléia e criação do Documento de Regime Interno, ainda sujeito à aprovação.

– Afiliação à Coordenação das Associações dos Leigos Missionários da Espanha. Tal entidade tem como objetivo conseguir legamente subsídios, previdência social e pensões para os leigos. Além de MISEVI, fazem parte outras associações, como OCHASA, EKUMENE, etc…

– Presença na Equipe Coordenadora da Escola de Missiologia do Instituto São Pio X de Madrid, Espanha.

– Participação no Encontro de Assessores da Família Vicentina Internacional, em Paris, onde impulsionamos o “conhecimento” da Associação.

– Acompanhamento e assistência nos primeiros passos e gestão de MISEVI em outros países.

– Elaboração de um arquivo simples, no qual se guardam os documentos que são aprovados e publicados.
– COM RESPEITO À ECONOMIA:

– Criação de um Fundo “MISEVI” destinado a garantir economicamente o cumprimento dos objetivos da Associação.

– Criação do Fundo de Poupança para o Regresso, destinado aos missionários membros de pleno direito que contam com mais de cinco anos na missão e que fizeram uma opção por viver na mesma como leigos vicentinos por mais tempo.

– Primeiro dossiê referente aos Projetos da cada comunidade missionária permanente com o objetivo de solicitar auxílio econômico a organismos eclesiais internacionais. Já mandamos esse dossiê a algumas pessoas, mas é preciso aperfeiçoá-lo.

– COM RELAÇÃO À FORMAÇÃO:

– Presença e participação ativa no processo de formação missionária da JMV.

– Participação na Escola de Catequistas da JMV da Espanha (Monográficos, aulas e seminários preparados pela equipe e por membros em formação de MISEVI).

– Semana Vicentina em Salamanca (Espanha) aberta à formação de toda a Família Vicentina (seminários, mesa redonda, participação ativa etc…).

– Incentivo às missões em diversos âmbitos eclesiais.

– Elaboração de uma proposta para um Plano de Formação Missionária para que depois os países adaptem o mesmo em suas culturas, hábitos e circunstâncias.

– Catequeses baseadas nas conferências da Assembléia.

– COM RESPEITO AO ACOMPANHAMENTO:

– DAS COMUNIDADES: na condição de Equipe Coordenadora, mantemos uma freqüente comunicação com as comunidades missionárias. Tal acompanhamento normalmente é feito por um dos membros da Equipe, de acordo com as suas responsabilidades e possibilidades. Informação periódica através de atas ou resumos das mesmas sobre os trabalhos e progressos da Equipe Coordenadora e da própria Associação.

– DOS FAMILIARES DOS MISSIONÁRIOS: Entramos em contato com eles e realizamos um encontro em Chueca (Espanha) nos dias 19 e 20 de Outubro de 2002, no qual participaram Manuel e05 Lucrécia Penco, Fernando Sayas e Rocío Alfaro (Joaquim e filho). Alguns deles expressaram o seu interesse, mas não puderam assistir; outros não deram nenhuma resposta.

– Comemoração do dia de MISEVI, que coincide com o dia de São Francisco Xavier. Publicaram-se diversos materiais no Portal de MISEVI na Internet para comemorar, refletir e viver esse dia com muita intensidade.

– Elaboração de uma carta circular periódica sobre MISEVI, seus associados e trabalhos realizados, com a finalidade de dar informações a todos, incluindo as famílias.

– SOBRE A DIVULGAÇÃO DE MISEVI:

– Primeiros esboços de um novo “folheto tríptico de divulgação”. Queremos refazer o que já tínhamos, pois o mesmo está ultrapassado. Para esta tarefa, contamos com a ajuda de membros colaboradores.

– Elaboração de três CD’s com informações sobre as Comunidades Permanentes Missionárias da JMV que contam com membros de MISEVI; encontram-se inseridas várias informações: geográficas, econômicas, sobre a vida apostólica, comunitária e espiritual das comunidades etc… Não divulgamos muito os esses CD’s, pois temos de aperfeiçoá-los antes.

– Atualização constante do Portal na Internet de MISEVI, na qual se podem obter informações sobre a Associação, sobre os missionários que estão nas diferentes missões, os projetos pastorais em que trabalham, documentos da Associação em vários idiomas, Assembléia e documentos da mesma, espaços abertos para opinar sobre assuntos de interesse eclesial e missionário etc…

– Muitas comunicações com as pessoas que tentam fundar MISEVI em seus países.

6. Expectativas para os próximos anos

Temos muitas perspectivas, principalmente considerando o que já conseguimos até hoje e tendo em vista a realização da Segunda Assembléia Geral, evento no qual esperamos encontrar representantes de diversos países que já tenham fundado MISEVI. Mas, para antes disso, planificamos os seguintes Projetos e Atividades.

– NO CAMPO ESTRUTURAL:

– Envio do último esboço do Documento de Regimento Interno aos membros que tinham direito a voto na Primeira Assembléia Geral de 2001, submentendo o citado documento à aprovação por parte dos mesmos.

– Continuar expandindo a Associação, melhorando e agilizando as respostas que damos às perguntas concretas que nos chegam e dando informações aos assessores de forma assídua e periódica; cabe ressaltar que cresce cada vez mais o número de Províncias de Padres e Irmãs que nomeiam assessores especialmente para MISEVI.

– Base documental. MISEVI começa a acumular documentos; além dos institucionais, acrescentam-se conferências, catequeses missionárias, seminários, aulas referentes às missões, apresentações etc… Alguns desses documentos já se encontram traduzidos em vários idiomas. Queremos colocá-los em ordem e arquivar todo esse material de maneira informática para que ele depois possa ser facilmente utilizado.

– NO CAMPO ECONÔMICO:

– Campanhas utilizando folhetos trípticos com o objetivo de angariar recursos econômicos para financiar o Fundo de Poupança para o Regresso. Atualmente, assumimos o compromisso de contribuir com a metade dessa quantia para os missionários da JMV-Espanha que se encontram há mais de cinco anos na missão. Queremos que parte desse dinheiro seja arrecadado com a ajuda direta dos membros colaboradores.

– Estamos aperfeiçoando o dossiê referente aos projetos de cada comunidade missionária permanente para solicitar auxílios econômicos.

– NO CAMPO DA FORMAÇÃO:

– No ano passado, oferecemos a algumas pessoas a possibilidade de fazer o curso de formação missionária do Instituto Pio X (Madrid, Espanha), que se realizou entre os dias 25 de setembro a 22 de dezembro e cuja matrícula custava 360,61 Euros. A JMV da Espanha põe à disposição dos interessados uma casa em Madrid, pois assim não precisam pagar alojamento. As demais despesas podem ser pagas com a contribuição de todos. Este projeto não se levou a efeito porque as pessoas que foram convidadas pessoalmente a fazer o curso não responderam. Repetiremos o convite este ano.

– Participação no Encontro Missionário Nacional da Espanha. Realizar-se-á na cidade de Burgos, de 18 a 21 de setembro e a organização está sob a responsabilidade do Conselho Nacional das Missões da Igreja Espanhola; é a primeira vez que os missionários leigos são convidados. Analisamos individualmente o documento que será matéria do encontro e depois partilhamos as nossas reflexões referentes ao mesmo na reunião da Equipe Coordenadora, no mês de junho passado.

– NO CAMPO DO ACOMPANHAMENTO:

Melhorar o sistema de respostas aos pedidos que chegam através do Portal na Internet ou através de outros meios; são pedidos de variados tipos de informação sobre MISEVI.
Fazer com que chegue uma informação freqüente sobre os avanços da Associação a todos os que se comunicam conosco (um boletim mensal que se possa mandar por e-mail, atualizações constantes no Portal www.misevi.org…)

– NO CAMPO DA DIVULGAÇÃO DE MISEVI:

– Folheto tríptico de divulgação. Editar e publicar a partir do mês de outubro de 2003.

– O Portal de MISEVI na Internet passa por um constante processo de transformação. Os primeiros passos dados para apresentá-la em diversos idiomas foram uma conseqüência do encontro no México, mas o nosso projeto é traduziar o portal em três línguas no início de 2004. Por outro lado, queremos possibitar comunicações com outros lugares católicos e missionários através do nosso Portal na Internet.

– Para o fim do ano, elaboraremos um CD interativo com documentos de MISEVI, apresentações, projetos etc…

Para finalizar, queremos partilhar algumas preocupações que temos. Como MISEVI é uma associação muito recente (só faz dois anos e meio que realizamos a primeira assembléia constitutiva), tentamos consolidar a Equipe Coordenadora; continuamos procurando caminhos e metodologias de trabalho, pois as distâncias geográficas muitas vezes impedem que nos encontremos e tomemos as decisões necessárias. Até chegamos a tentar realizar reuniões por chat, com um programa informático como o Messenger, mas isso causa muitas dificuldades; às vezes é complicado combinar uma hora na qual todos possam estar conectados na Internet.

06Consideramos que estamos estabelecendo MISEVI no âmbito internacional; é um trabalho que exige muita dedicação, pois há muitos países que se entusiasmaram com a idéia de fundar MISEVI e agora elaboram as bases da Associação. Prova disso foi o que constatamos em Paris no ano passado; a dimensão missionária lá aflora em todo e qualquer lugar em que os jovens se reúnem em nome de Cristo; muitos deles assumem o compromisso de colaborar nas Missões Populares do seu país e consideram que existe um obstáculo nos Estatutos Internacionais, pois neles só aparece a expressão “missões ‘ad gentes’”. Já é preciso ir pensando nesse assunto.

MISEVI era um sonho de amigos para amigos, mas tal sonho superou as expectativas iniciais e hoje é uma Associação Vicentina Internacional; acreditamos e esperamos que isso seja obra do Espírito, que sopra onde onde quer. Somos conscientes de que tal crescimento acarreta algumas vantagens e várias tarefas que antes não imaginávamos. Hoje, MISEVI é uma realidade que é preciso viver diariamente, tentando alcançar os objetivos sonhados desde o início.

Tradução de Ivanildo Dantas

J. CORERA, Partilhar o carisma com os leigos. La Milagrosa. Madrid 1997. Pág. 16.

Nesta exposição resumimos da melhor forma que nos foi possível a imensa base documental de MISEVI. Para aqueles que quiserem-se aprofundar no assunto, indicamos o Portal de MISEVI na Internet www.misevi.org, e o livro “Abrindo a Porta ao Terceiro Milênio”, editado pelo Secretariado Internacional da JMV. Este livro reúne os documentos da Primeira Assembléia Geral de MISEVI. A Equipe Coordenadora começa a editar este material e pretende divulgar num formato mais simples.