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Um  caminho  possível...


Por Benjamín Romo, C.M.
Delegado do Superior Geral para a Família Vicentina

 

PARA FUNDAR NÚCLEO DO MISEVI NO BRASIL ENTRE EM CONTATO CONOSCO E SOLICITE O CADERNO DE FORMAÇÃO INICIAL Nº 1:
Endereço: misevibrasil@yahoo.com.br


Esta apresentação que lhes ofereço compõe-se de três partes:

I - Algumas afirmações chaves sobre o carisma vicentino e sobre a Associação de MISEVI.

II - Algumas disposições indispensáveis para o trabalho em colaboração, no que concerne à criação desta Associação.

III - Alguns dos elementos que, segundo me parecem, precisam ser levados em conta no momento de iniciar a fundação da Associação num país. Podemos, a partir deles, descobrir outros e combiná-los com os apresentados aqui.

 

I. Afirmações básicas sobre o carisma vicentino e o MISEVI


É difícil tentar oferecer uma definição do carisma vicentino. É melhor fazer uma descrição de suas características e dos elementos principais que o compõem.

1 - O carisma vicentino é um dom1

               Os carismas são dons do Espírito Santo à Igreja para o bem de seus membros, bem como para o bem de todos. Os carismas são realidades espirituais dinâmicas, que respondem a situações históricas concretas (muitas vezes necessidades urgentes) da Igreja e da humanidade. A Igreja vê os carismas nascerem em seu interior, e eles constituem sua riqueza e sua resposta concreta aos desafios que o mundo lhe apresenta. O carisma vicentino continua sendo, hoje, um dom para a Igreja e para o mundo quanto à evangelização e ao serviço dos pobres.

2 - O carisma vicentino é um carisma laical

               O carisma vicentino é secular. Nasce com os leigos e são eles quem primeiro o vivem. Recordemos a fundação de São Vicente em Chatillon do primeiro grupo das Damas da Caridade (1617):
As senhoras que se associaram caritativamente para assistir aos pobres enfermos... propunham-se dois fins, a saber: ajudar ao corpo e a alma; ao corpo dando-lhe alimentos, e a alma preparando-a para bem morrer, aos que tendem para isto, e para viverem cristãmente se se curam.2 

3- O carisma vicentino é um carisma missionário

               Nasce com São Vicente de Paulo, que em 1617 funda as Confrarias da Caridade, hoje AIC.. Mais tarde, em 1625 funda a Congregação da Missão. Finalmente, em 1633, funda, com Santa Luisa de Marillac, a Companhia das Filhas da Caridade. Quando ele morreu, suas fundações já estavam presentes em vários países fora da França: Polônia, Itália, Argélia, Madagascar, Irlanda, Escócia...3

4 - Desde o início o carisma vicentino segue a Jesus Cristo, evangelizador e servidor dos pobres4

               Para São Vicente, Jesus é o Filho de Deus que vem a este mundo e compadece-se das multidões famintas, vai de aldeia em aldeia e de povo em povo ensinando nas sinagogas5. Jesus Cristo é, para ele, o missionário do Pai, enviado para evangelizar e servir aos pobres; é o missionário perfeito, a quem não se pode seguir senão imitando-o e revestindo-se de seu espírito: quem foi?, o que disse?, o que fez?. Estas são as perguntas permanentes para quem quer seguir a Jesus Cristo e continuar Sua missão6.

5 - Desde o início o carisma vicentino vive o espírito evangélico de humildade, simplicidade e de caridade afetiva e efetiva

               São Vicente chama a simplicidade de “meu Evangelho”. Esta é uma das formas privilegiadas do carisma, necessária para aproximar-se do pobre. Mais que uma virtude, a simplicidade é, sobretudo, espírito que supõe um conjunto de qualidades ou de virtudes. A simplicidade é viver e dizer a verdade7.
Da humildade São Vicente dizia: “é a virtude que mais aprecio” 8. É o fundamento da vida espiritual e da condição primeira da evangelização. Ela nos leva a reconhecer que recebemos tudo de Deus e, por isso, a agradecer e a esperar tudo de Deus. Faz-nos reconhecer o que somos e dispõe-nos para ser servidores.
Acerca do amor e da caridade, São Vicente dizia: Amemos a Deus, meus irmãos, amemos a Deus, mas que seja com o esforço de nossos braços e com o suor de nossa fronte9.

6 - O carisma vicentino é um carisma atual

               São Vicente dizia: Nossa vocação nos impulsiona a servir aos mais miseráveis, aos mais abandonados, aos mais oprimidos pelas misérias materiais e espirituais10.
Falando da atualidade do carisma, João Paulo II disse às Filhas da Caridade: O carisma do Senhor Vicente é de uma provocadora atualidade... cabe a vós torná-lo vivo aonde quer que sejam enviadas.11
Assistimos à descoberta da riqueza e atualidade do carisma vicentino na Igreja e no mundo. São milhares os leigos que hoje estão conhecendo em profundidade o carisma vicentino e buscando caminhos novos para vivê-lo.

7 - MISEVI e o carisma vicentino

               MISEVI nasce para “fomentar, facilitar, apoiar e coordenar a presença e o trabalho missionário dos leigos nas missões ‘ad gentes’, sob o encargo da Família Vicentina ou animadas por ela” 12. É, pois, uma Associação de leigos na Igreja que permite viver o carisma vicentino, especialmente entre os jovens que, amadurecida sua fé, descobriram o chamado especial de Deus para a missão.

8 - O que é MISEVI e qual é sua finalidade

               Os Estatutos Internacionais desta Associação, que é parte da Família Vicentina e está aprovada pela Santa Sé, dizem que o MISEVI: “Surge para fomentar, facilitar, apoiar e coordenar a presença e o trabalho dos leigos nas missões “ad gentes” sob o encargo da Família Vicentina ou animadas por ela” 13.
               As ações concretas através das quais se cumpre esta finalidade são:
               Oferecer um respaldo humano, moral, espiritual, formativo, econômico às missões vinculadas à Família Vicentina, mediante o envio de leigos que trabalhem nas missões e por meio de apoios materiais para diversos projetos;
               Ser motivo de comunhão e de intercâmbio entre os missionários que compõem a Associação;
               Fortalecer a vida espiritual em grupo e o compartilhar dos leigos que estão em missões “ad gentes”;
               Facilitar a pertença e a presença dos leigos vicentinos que trabalham em missões dentro das estrutura da coordenação das Associações Vicentinas, segundo as normas próprias;
               Apoiar a ligação dos leigos missionários com as comunidades de origem que os enviou em missão;
               Acolher os missionários que retornam de seu trabalho “ad gentes”, oferecendo-lhes apoio humano, formativo, espiritual e econômico...14.

 

II. Algumas disposições fundamentais para fundar MISEVI

          
                A fundação de MISEVI exige tempo para conhecimento, formação, reflexão e organização. Menciono cinco disposições básicas para a criação de MISEVI:

1 - Ser pessoas de oração

                Fundar MISEVI requer de nós uma atitude profunda de oração pessoal e de grupo: orar sempre, quando nos reunimos e quando estamos sós. Dizia São Vicente: “Dêem-me uma pessoa de oração e ela será capaz de tudo” 15. Só na oração seremos capazes de discernir a vontade de Deus: Senhor, que queres de mim?, que queres de nós?, para que me chamaste para este encontro?

2 - Manter uma atitude de escuta mútua

               Fundar MISEVI requer oração, discernimento, busca, diálogo, reflexão, autêntico espírito de colaboração simples e atitude humilde que nos afastem de todo afã de competição e de protagonismo. É importante fazer silêncio para escutar a Deus, que nos fala também a partir dos outros que estão ao nosso lado.

3 - Amar profunda e efetivamente o carisma e a vocação missionária

               Somente será possível criar MISEVI se a conhecermos, crermos nela e se a amarmos mesmo antes de ela vir à luz na história de nosso país. Exige conhecimento, convencimento e vivência da espiritualidade e do apostolado vicentinos.

4 - Estar disponíveis para viver a própria vocação em colaboração

               Fundar e levar adiante esta Associação exige de nós um grande espírito de colaboração, entre nós e com outras instâncias. A Madre Guillemin há alguns anos disse palavras proféticas neste sentido, que hoje continuam desafiantes para nós:
               “Estamos acostumados a trabalhar para os outros, agora eles esperam que nós trabalhemos com eles. Este “com” inscreve-se em nossa consciência como um ponto de interrogação. Já que “com” quer dizer “ao lado de”, em colaboração com os outros, sem impor uma ação autoritária, mas ajudando para que cada um chegue a ser pessoalmente o artífice de sua própria autonomia e de seu próprio crescimento. Quer dizer que devemos acompanhar aos outros em seu próprio caminho de vida”  16
               Nenhum de nós é protagonista no trabalho da vinha do Senhor. O evangelho nos impulsiona a oferecer para o serviço dos demais tudo o que somos e temos, como o jovem do Evangelho que oferece pães para que se realize o milagre17.

5 - Ter espírito missionário

               Todos somos missionários a partir do nosso batismo. Sem dúvida, há aqueles, que pelo chamado do Espírito, sentem de forma intensa a paixão para evangelizar, para anunciar a Jesus Cristo, não só em sua comunidade, mas também naqueles países mais necessitados de evangelização. A vocação missionária não se improvisa, muito menos cria-se por si mesma. Ela é descoberta no coração e como dom e chamado de Deus.

 

III. Realidades fundamentais na fundação de MISEVI

           
           

     Minha intenção, aqui, consiste apenas em esboçar um quadro geral que ofereça uma visão global da Associação e expor os passos a percorrer para sua fundação.

1 - Equipe coordenadora MISEVI

               A criação de MISEVI requer, em primeiro lugar, uma equipe que coordene, convoque, planeje e execute as ações necessárias para que venha à luz no país onde se funda. Esta equipe é a alma da fundação. Será formada por leigos e assessores (Filhas da Caridade, Missionário Vicentino). Cada membro da equipe terá sua própria função, que é preciso especificar desde o início para que o trabalho seja ágil.
Os membros da equipe coordenadora serão pessoas que acreditem profundamente no projeto, o amem e disponham de tempo para realizar as ações concretas que encaminhem a fundação. Elas são as que convocarão e organizarão os futuros encontros dos interessados em conhecer ou fazer parte da Associação.

2 - Projeto de formação inicial e permanente de seus membros

               Uma formação sólida, disciplinada e integral é básica para os membros na Associação. Requer-se, então, a elaboração de um projeto de formação humana, espiritual, teológica, pastoral, vicentina, missionária e profissional, que possa sustentar o missionário na missão. Para isto é preciso pensar, de uma parte, em cursos e programas sistemáticos de formação; por outra, na organização de retiros espirituais, seminários, encontros, etc..
Deve-se desconfiar dos programas de estudos, mesmo que importantes, se não são acompanhados de formação prática, bem como da vida missionária e do serviço do pobre. A formação não se limita ao estudo teórico, à escuta de magníficas conferências; vai mais além. Neste sentido, seria conveniente fazer uma revisão de nossos planos de formação para ver se realmente atingem a realidade e se são meios de transformação das mentes e dos corações.
Os pobres são nossos “senhores e mestres”, dizia São Vicente, e a um senhor se o serve e de um mestre se aprende. Os pobres ensinam-nos o essencial da vida. Nossa formação pede-nos duas coisas: 1º) pôr-se em contato direto com os pobres para escutar-lhes e contemplar-lhes, descobrindo a Cristo presente neles; 2º) refletir e rezar o vivido no encontro com o pobre para descobrir a vontade de Deus sobre a própria vida e a do grupo.
Por último, não podemos esquecer o estudo e conhecimento de pelo menos um idioma além do nosso, antes de sair para a missão. Isto é fundamental.

3 - Projeto de vida em comum

               A experiência missionária oferece o MISEVI tem uma característica: é uma experiência comunitária. Os membros desta Associação serão pessoas com capacidade de vida e trabalho em comum. As pessoas que se preparam para a missão, fazem-no a partir de uma experiência de vida em comum. Isto exige, portanto, contar com uma infra-estrutura (casa ou locais), que facilite o partilhar cotidiano de um projeto comunitário, a dedicação à oração, o trabalho em comum e a partilha dos bens materiais.
               Os que sentem o chamado para pertencer ao MISEVI optam pelo estilo de vida das primeiras comunidades cristãs. Nelas, todos viviam unidos, participavam da fração do pão, da oração, davam testemunho, punham os bens em comum, compartilhavam os bens com os necessitados... freqüentavam o templo, viviam na alegria e simplicidade...18

4 - Projeto pessoal de vida

               Ser parte do MISEVI exige de seus membros um projeto pessoal de vida, sobretudo, quando se pensa em partir para a missão. Existem alguns questionamentos existenciais e também concretos que é preciso esclarecer, tais como: qual é minha vocação?, que me pede o Senhor?, qual é minha missão no mundo e na Igreja?, que posso fazer pelos pobres?, como está minha situação familiar?, por quanto tempo creio poder permanecer na missão?, etc.. É colocar-se de frente com a pessoa de Jesus e saber responder a sua pergunta: “Que buscais”.19
               É preciso tornar clara a opção, ajudados pelo diálogo, a oração e o acompanhamento pessoal de um guia espiritual que oriente e favoreça a busca da vontade de Deus. A clareza no que se busca é a resposta a estas interrogações e permitirá ao leigo a elaboração do próprio projeto de vida a partir de um discernimento cristão.

5 - Elaboração de um projeto em comum (Estatutos Nacionais)

               Não que isto seja o mais importante, a equipe coordenadora, com a colaboração dos membros, irá criando certa estrutura que sustente o grupo e dê-lhe solidez e organização. Já existem Estatutos Internacionais. A partir destes e mantendo seus elementos essenciais e fundamentais, é preciso começar a elaborar os próprios do país. Por outro lado, estes devem se concretizar a partir da realidade própria dos membros e das situações do país. Esta tarefa gastará seu tempo e, talvez, convenha que caminhe ao ritmo da experiência do grupo; do contrário, corre-se o risco de fazer Estatutos quando a Associação não esteja ainda nem formada nem consolidada. 

6 - Captação e administração de recursos econômicos

               A Associação, para cumprir seus objetivos, necessita de recursos seja na fase de preparação e formação, seja na de permanência na missão, seja para assegurar o regresso digno dos missionários. Igualmente, necessitará de recursos para desenvolver projetos a serviço dos pobres na missão: escolas, dispensário, centro de saúde, etc..
               MISEVI pode oferecer a possibilidade de pertencer a ele sem que necessariamente se vá à missão. Sem dúvida, sempre será necessário colaborar efetivamente com ele, através da formação, ou através da captação de recursos econômicos para o mesmo.
               Durante a fase de preparação e de formação, o leigo pode ter um trabalho estável que lhe permita colaborar economicamente com a mesma organização e com a comunidade local na qual vive, ao pôr em comum o fruto do mesmo.
               Para o sustento econômico dos que se preparam para a missão ou dos que já estão nela, podem existir doações econômicas de simpatizantes, de instituições que não sejam da Família Vicentina ou também dos ramos da Família. Do mesmo modo, é possível fazer da Associação, se assim convém, uma ONG que favoreça a captação de recursos e, principalmente, que advogue pelos interesses dos mais pobres.

7 - Lugares para a missão

               A missão “ad gentes” a partir do MISEVI se vive em colaboração. Os membros abrem-se a ação em comum nas obras e projetos das Filhas da Caridade ou dos Missionários Vicentinos que já estejam na missão. A partir do MISEVI apoiam-se projetos de missão de outros ramos da Família Vicentina. Um bom exemplo a seguir nos dá a AIC.. Nos países onde está presente, esta pediu recentemente a seus membros que abram suas portas à possível colaboração em suas obras de equipes do MISEVI procedentes de outros países.  
               Para o leigo fazer uma escolha pela missão é decidir-se a partir com outros, formando assim uma comunidade missionária ad gentes. O trabalho do MISEVI supõe, pois, contar na missão com uma comunidade local que respalde e acompanhe o trabalho missionário.
               A equipe coordenadora do MISEVI estudará possibilidades existentes, conhecerá o lugar de missão e fará com a equipe local da missão um projeto concreto de serviço. Na medida do possível, elaborar-se-á um contrato onde se precisará, entre outros, o tempo e o lugar do projeto e as responsabilidades compartilhadas. Nestes momento do processo, pode-se ver claramente a necessidade de uma forte colaboração e solidariedade efetiva como Família Vicentina.

8 - O tempo na missão

               Partir para a missão exige do candidato uma reflexão madura, uma formação integral e sólida e um discernimento sério no Espírito. Neste processo contar-se-á com o apoio e o acompanhamento de um acompanhante espiritual. Também é preciso ter clareza sobre os possíveis campos de serviço nos quais o interessado possa se comprometer. Estes podem ser, entre outros, o ensino, a saúde, a evangelização. É preciso saber responder a esta interrogação: o que é que eu posso oferecer à missão?
               O envio é uma decisão tomada em comunidade entre o interessado e a comissão coordenadora do MISEVI no país, após um sério e objetivo discernimento.
               A duração do trabalho na missão deverá ser, no mínimo, de dois anos. Antes de tal decisão, exigir-se-á tenha realizado várias experiências missionárias no próprio país e, pelo menos durante dois verões, outras experiências de missão fora do mesmo.

9 - Saúde e seguro médico

               Ser missionário “ad gentes” implica contar com boa saúde. Deus fala também através de nossas realidades físicas e é preciso estar atentos a elas.
               No mais, é preciso estudar a forma de seguro médico que o próprio país pode oferecer e que nos possa favorecer.

10 - Quem pode ser membro do MISEVI

               Podem fazer parte dele pessoas pertencentes às diversas associações vicentinas, especialmente a JMV, ou também pessoas que, sem pertencer diretamente a quaisquer de nossas associações tradicionais, sintam o chamado de Deus para viver suas fé no seguimento de Jesus Cristo, evangelizador dos pobres, segundo o carisma vicentino, na missão “ad gentes”. Isto quer dizer,

- Leigos de qualquer Associação da Família Vicentina, já que MISEVI é normalmente uma Associação que recebe membros de “segunda pertença”;

- Leigos que, sem pertencer a nenhuma Associação, reconhecem e aceitam o carisma vicentino como estilo próprio para viver a missão “ad gentes”;

- Leigos solteiros ou casados.

 

Conclusão

               Tudo o que foi dito requer reflexão. Por exemplo, poder-se-ia dedicar um dia para compreender e aprofundar a riqueza que comporta o tema “projeto de vida”. O mesmo pode se dizer dos outros.
               Esta quis ser uma apresentação rápida e de conjunto do que é MISEVI e de como se pode ir estruturando e organizando num país.
               O Espírito continua mantendo vivo o carisma vicentino entre nós e convida-nos a buscar novas formas de ofertá-lo e de vivê-lo neste amanhecer do Novo Milênio.

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1 Cf. 1Co12,12-26; Rom12,4-8.

2 SV, XIV, 125-126 (Documento de 23 de agosto de 1617).

3 Cf. SV, XII, 51-52. Sabemos como o mesmo São Vicente dispôs-se a partir para a missão: “Eu mesmo, ainda que velho e de idade, não deixo de possuir dentro de mim esta disposição e estou disposto a ir às Índias, para obter ali almas para Deus, mesmo que tenha que morrer a caminho ou no barco” (SV XI, 403).

4 Para São Vicente, Jesus Cristo é o evangelizador e servidor dos pobres tal como o descobrimos em Lucas 4,18-19.

5 Cf. Mt9,35-36; 11,1; 4,23.

6 Abelly, Vida de San Vicente de Paúl, lib. III, cap. XVI, p.715.

7 SV IX, 188; XI, 587; XI, 459.

8 SV I, 310.

9 XI, 725.

10 Conferenze ai Preti della Missione. Roma, 1959, p.52.

11 Carta de João Paulo II à Irmã Juana Elizondo, Madre Superiora da Companhia das Filhas da Caridade, 1997.

12 MISEVI. Estatutos Internacionales. Est. 2.1.

13 MISEVI. Estatutos Internacionales. Est. 2.1.

14 MISEVI. Estatutos Internacionales. Est. 2.1.

15 SVP, XI, 778.

16 Madre Guillemin, Circular de 12 de fevereiro de 1968.

17 Cf. Jo6,9.

18 Cf. At2,42-47.

19 Jo1,37.

 


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